Os ribeirinhos do Tapajós
Sou
médico e professor de Saúde Coletiva na Escola Superior
de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
(Emescam). Há muitos anos acompanho a revista e leio as publicações
do Programa Radis. Os temas são sempre muitos bons e atuais,
o que me motiva a trabalhar com eles em sala de aula. Um fato legal
é que a revista tem melhorado sensivelmente de uns tempos
para cá. Ficou “mais leve”, ganhou em conteúdo
e apresentação. Mas, sinceramente, no último
número vocês se superaram. A revista está linda.
As fotografias estão belíssimas, poéticas até.
Em perfeita sintonia com a matéria sobre os ribeirinhos do
Tapajós. Parabéns para os autores Aristides Dutra
e Jesuan Xavier. Bem-vindas as cores!
• Erivelto Pires Martins, Vitória
Logomarca e discurso em
comum
Foi com surpresa e satisfação que vimos a edição
da Radis falando da logomarca do SUS. A fim de compor o trabalho
final do mestrado profissional em gestão da informação
e comunicação em saúde na internet, pedi aos
responsáveis pela programação visual do Canal
Saúde a logomarca do SUS. Segundo a pesquisa, a logomarca
bem definida num lugar privilegiado é um pré-requisito
fundamental de uma página na internet com uma boa usabilidade.
Porém, esbarramos com esta resposta do MS: “O SUS
não tem mais um logotipo especifico, o que temos é
um padrão de identificação, na parte superior
das páginas eletrônicas do Ministério da Saúde
— observe no link www.datasus.gov.br/”. Isso revela
a ausência de uma política de comunicação
para o Sistema Único de Saúde. São milhares
de jornalistas que trabalham neste “Brasilzão”,
fazendo uma mera assessoria de imprensa da gestão de secretários
de Saúde ou do ministério, sem um discurso em comum
que correlacione a ação comunicativa ao bem-estar
e à promoção da saúde da população.
Urge lembrar aos gestores o clamor da 12ª Conferência
Nacional de Saúde pela formação da Rede Pública
Nacional de Comunicação e Saúde, onde certamente
nós, jornalistas, comunicadores, conselheiros, médicos,
enfermeiros, agentes e profissionais da saúde, construiremos
um futuro em que o cidadão esteja informado e conheça
a cara deste sistema tão arduamente construído pela
via democrática.
• Angélica Silva, Fátima Gomes, Marcelo Vianna,
Canal Saúde, Rio de Janeiro
Olha o SUS aí, gente!
Fiquei muito feliz ao retornar das férias e saber que nossa
busca em mostrar um SUS diferente daquele enxovalhado pela grande
mídia teve um considerável destaque nas páginas
da Radis n° 35, julho de 2005. Veio uma mistura de alegria e
saudade, já que faz tempo que traçamos os emoticons,
e também pelo fato de os colegas do GICES estarem dispersos.
Nossas boas e interessantes discussões sobre comunicação
e educação em saúde precisam ser retomadas
em novos momentos e espaços. Esta publicação
vem nos mostrar que muitas coisas simples que fazemos podem repercutir
a curto ou a longo prazo na busca de um SUS com a devida qualidade.
Valeu e obrigado!
• Marcelo Marques de Mélo, dentista, especialista
em Saúde Coletiva, Florianópolis
Porta de entrada do SUS
A Radis de julho de 2005 estourou a boca do balão. Era preciso
que esta discussão ganhasse dimensão nacional. Está
provado que uma das entradas do sistema de saúde brasileiro
(SUS) está completamente fechada. Falo da comunicação
visual. Diante do diagnóstico que a Radis obteve junto à
entrada do Hospital Geral de Bonsucesso, segundo consta da reportagem,
cabe uma profunda reflexão sobre a existência de forças
internas que avançam na contramão do SUS. É
extremamente preocupante. Tenho bem claro que o sistema é
complexo e inúmeras variáveis precisam ser levadas
em consideração.
Uma outra porta de entrada é aquela que diz respeito à
Atenção Básica (Radis 34). A população
também sabe se defender. Se não tem estrutura de atendimento
condizente com as necessidades, ela procura diretamente o hospital,
pois sabe que lá, mesmo com todas as dificuldades existentes,
será atendida. Já nos postos de saúde a situação
é muito mais precária. Imagino que a melhora virá
a partir do momento em que a rede básica receber a atenção
necessária, com profissionais presentes, medicamentos, possibilidade
de pequenas cirurgias, e claro que isso inclui também a melhora
dos valores pecuniários pagos a todas as categorias que executam
suas tarefas.
• Rudi Lopes, farmacêutico-bioquímico, Florianópolis
Defesa do SUS
Faço especialização em Saúde Coletiva
e residência no Serviço Social do Centro de Capacitação
Permanente em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.
Gostaria de dizer que achei pertinente a defesa que foi dada ao
SUS, edição 36. Esse é o sentimento que deve
ser adotado por aqueles que fazem diariamente o Sistema Único
de Saúde: DEFESA. Parabéns.
• Helga Muller Mengel, Aracaju
BH, PSF, mensalão...
Na
condição de mineiro e há algum tempo morando
na capital, fiquei honrado de ler na edição 34 da
revista Radis que o programa de atenção básica
de Belo Horizonte, BH Vida: Saúde Integral, desponta como
modelo assistencial no país, contando com 504 equipes de
PSF. Mais à frente, na mesma edição, vemos
que a capital fluminense, consideravelmente mais populosa do que
a mineira, dispõe de apenas 111 equipes. Na posição
também de freqüentador do nosso sistema de saúde
pública, ainda vejo hospitais e ambulatórios de referência
abarrotados, por total carência dos sistemas de contra-referência.
Enquanto isso, me entristece ver que nossa mesma capital mineira
também figura na mídia nacional como palco de políticos
corruptos, tráfico de influência e pagamento de “mensalões”.
Assim, vejo que, apesar de haver aqui um belo horizonte para o SUS,
ainda existe algo que nos trava, que desvia verbas e se reflete
nos diversos setores sociais. Entristeço ainda mais em pensar
que, por certo, isso se repete nas outras capitais e cidades do
Brasil.
• Hugo Brito, estudante de Medicina da UFMG, Belo Horizonte
Ouvidoria acessível
Não consigo acessar a matéria sobre ouvidoria pública
(Radis nº 35) e, por exercer a função, tenho
o maior interesse em aferir o posicionamento desta conceituada instituição
referente à matéria. Acabo de me cadastrar como novo
assinante e espero poder ser contemplada com a revista. Todavia,
gostaria que ponderassem sobre a possibilidade de encaminhar o número
atual, atendendo assim minha expectativa de entrar em contato com
o artigo.
• Claudia Regina Haponczuk de Lemos, médica, ouvidora
do Instituto do Coração-HC-FMUSP, São Paulo
n
Prezada Claudia, encaminhamos a revista pelo correio tradicional.
Por e-mail enviamos a página 13 da Radis 35. Para acessar
a revista em nosso endereço na internet (www.ensp.fiocruz.br/radis)
é necessário baixar o programa Adobe Reader (www.adobe.com.br/products/acrobat/readstep2.html).
Radis apartidária
Gostaria de me posicionar, indignado, contrariamente às
posturas assumidas pelos leitores Fábio Lentúlio Mota
Filho (“Radis partidária”) e Helio Custodio (“Postura
perigosa”), na Radis 34, que afirmaram que a Radis é
tendenciosa e que o Ato Médico precisa ser aprovado, como
já vi em cartazes “pela defesa da saúde”.
Sobre a primeira afirmativa, sou leitor da Radis desde a 10ª
edição e acompanho as publicações da
Fiocruz há algum tempo. Jamais fiz esta interpretação
absurda. Desde que comecei a ler estas publicações
já se passaram alguns governos, e, mais recentemente, dois
deles ideologicamente contrários (FHC e Lula). A Radis sempre
manteve sua preocupação com a Saúde Coletiva
e com a efetivação e a construção do
SUS, denunciando os desmandos, propondo soluções e
mostrando as experiências exitosas.
Com relação ao Ato Médico, é no mínimo
irresponsável essa postura corporativista que a classe médica
vem adotando. Alegam que o ato viria definir competências.
Ora, a graduação já faz este papel, senão
seria exercício ilegal da profissão. A verdade é
que os médicos vêm perdendo espaço e dinheiro,
sendo esta a “dor maior”. Definitivamente, o Ato Médico
(nome por si só corporativo e autoritário) vai de
encontro aos princípios do SUS, em especial ao da interdisciplinaridade
e toda uma história de construção (ainda inacabada)
do SUS: todos nós somos responsáveis pela saúde
seja nas ações seja na assistência.
• Romeu Costa Moura, fisioterapeuta especialista em Saúde
Pública, Guanambi, BA
Na pauta
É com imenso prazer que escrevo a vocês para elogiar
a excelente produção de informações
a respeito de diferentes assuntos sobre saúde. Como usuário,
participei de duas conferências, a Doze e a 3ª Conferência
Nacional de Saúde Bucal. Sou um grande defensor do SUS, tendo
me empenhado ao máximo no sentido de efetivar seus conceitos,
como resolutividade, democratização, universalidade,
integralidade e eqüidade. Neste sentido, gostaria de ver matéria
a respeito da obesidade, principalmente o grupo “infanto-juvenil”.
Tenho feito várias pesquisas a respeito e aproveito para
mandar textos sobre o assunto. O SUS é uma construção
coletiva.
• Francisco Carlos G. Arduim, Pelotas, RS
Sou do município
de Santo André (SP) e trabalho na vigilância sanitária
direcionada à área de alimentos. Gostaria de sugerir
trabalhos com “formas diferentes” da atuação
das Visas, considerando o universo a ser fiscalizado e as dificuldades
comuns (deslocamentos dos técnicos, necessidade de atualização
nos diversos campos a fim de acompanhar o desenvolvimento tecnológico,
equipe multidisciplinar etc.).
• Edna Correa Clares, Santo André, SP
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NORMAS
PARA CORRESPONDÊNCIA
A Radis solicita que a correspondência dos leitores
para publicação (carta, e-mail ou fax) contenha
identificação completa do remetente: nome, endereço
e telefone. Por questões de espaço, o texto
pode ser resumido |

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